sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um ano sem Bob


Ontem eu estava a caminho de casa, em Eunápolis, vindo de Vitória da Conquista, onde estou morando por conta do trabalho. Da janela do ônibus eu observava a natureza tão linda e tão castigada, onde era mata agora é pasto... e assim segue a humanidade. Mas no fim do dia, ainda da janela do ônibus (sim, a viagem é longa) - o por do sol foi a coisa mais linda de se ver. O firmamento esbanjava beleza, os tons azuis iam mesclando-se com o amarelo meio rosado e eu tive que convir: Deve existir mesmo um Deus, olhando por nós todos, inclusos os animais. E eu me peguei pensando que hoje faria um ano que Bob se fora, para esta viagem chamada morte, para onde todos nós vamos um dia.
Onde você estará, meu querido, eu bem que gostaria de saber, mas a vida é assim, o que a gente deseja quase sempre está fora do alcance, Mas eu estou sempre com sua presença em minhas memórias. Chegar na Ama era tudo, te ver era o máximo, seu carinho por mim me comovia até as lágrimas. E hoje tudo se foi. Mas graças a você, muitos animais ganharam cadeirinhas de rodas. Foi você a pedra inicial disso, eu vejo você em todos os animais para os quais entrego cadeirinhas de rodas.
Meu amigo, você foi um presente maravilhoso, eu te agradeço por todos os nossos momentos, até pela mordida que você me deu uma vez. Tudo valeu a pena, todos os sofrimentos... agora sei que você descansa em paz, a paz que todos os animais merecem. A paz que todos vocês deveriam conhecer em vida. Tenho certeza que tudo valeu a pena. E que um dia essa tristeza será menor. Um dia! Não hoje. Mas hoje, ao invés de me perguntar por que os animais sofrem, eu quero só te desejar do fundo do meu coração: esteja BEM. Muito bem.
Com saudades, sua namorada!

Um comentário:

  1. Linda declaração :)Sinto muito pelo Bob, é estranho converter em palavras a saudade por alguém que já não está aqui né? ://

    ResponderExcluir